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Silicone pode causar câncer raro!

6 de fevereiro de 2011

Os famosos silicones nos seios aumentam o risco de desenvolver um tipo extremamente raro mas tratável de câncer. O alerta foi anunciado nessa quarta-feira pela Food and Drug Administration, o FDA (órgão americano que controla alimentos e remédios).

Implantes salinos ou de silicone: o linfoma cresce no seio, geralmente na cápsula de tecido cicatrizado que se forma ao redor do implante.

O risco ocorre para implantes salinos ou de silicone feitos tanto em reconstruções após cirurgia de câncer ou para o simples aumento estético.

O câncer, chamado linfoma anaplásico de grandes células, envolve o sistema imunológico e não é um tipo de câncer de mama. Normalmente, ele se caracteriza por uma doença sistêmica, mas nos casos de implantes o linfoma cresce geralmente na cápsula de tecido cicatrizado que se forma ao redor do implante. Os casos foram descobertos em mulheres que desenvolveram sintomas muito tempo depois da cirurgia – nódulos, dor, assimetria dos seios, acúmulo de líquidos e inchaço.

“Em alguns casos, basta remover o implante e o tecido cicatrizado para se livrar da doença, mas algumas mulheres podem precisar de quimioterapia e radioterapia”, diz William Maisel, cientista-chefe e diretor-adjunto do centro da FDA para dispositivos e saúde radiológica. Segundo Maisel, houve alguma evidência, embora não conclusiva, de que a forma de linfoma encontrada em pacientes com implante era menos agressiva que a do tipo comum.

Casos registrados – Até agora, a agência afirmou que soube de cerca de 60 casos em todo o mundo, um número pequeno se comparado aos 5 a 10 milhões de mulheres com implantes. Mas, mesmo que pequeno, o número parece excessivo quando comparado à incidência normal da doença: esse tipo de linfoma no seio é encontrado normalmente em apenas três a cada 100 milhões de mulheres que não têm implantes.

Como o risco parece ser pequeno, a FDA afirmou que “os dados existentes permitem a continuação da comercialização e uso de implantes de seio”. Mas também registrou que as mulheres que cogitam fazer implantes devem primeiro discutir as informações com seus médicos.

Pós-cirúrgico – “As mulheres com implantes que não têm sintomas não precisam fazer nada de especial ou alterar sua rotina de cuidados com a saúde”, diz Maisel. Mas, de acordo com o especialista, elas devem prestar atenção a qualquer alteração e procurar o médico se houver inchaço, nódulos ou outros sintomas.

Como há poucos dados sobre o linfoma, segundo Maisel, a agência “não está confortável para recomendar um tratamento específico. Os casos podem ser diferentes e mulheres que têm a doença precisam ser tratadas por um cirurgião de mama e um oncologista. O mercado mundial de implantes de seio é de aproximadamente 820 milhões de dólares e cresce 8% por ano, segundo dados da indústria.
Opinião do especialista

Ronaldo Golcman, doutor em cirurgia plástica pela Faculdade de Medicina da USP
“A prudência manda você ficar atento a essa informação, mas, por ora, não é necessário repensar o uso da prótese ou retirar as próteses já colocadas. Como sempre, são necessários estudos antes de qualquer afirmação, pois ainda é impossível dizer se há uma relação de causa e efeito. São dez milhões de mulheres com prótese, e apenas 60 tiveram esse tipo de câncer, o que pode ser uma coincidência. Não há motivo para alarme.”

Fonte: Veja

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